Na nova proposta, tráfico de drogas e roubo qualificado não levam jovem com menos de 18 anos a julgamento pelo Código Penal

Durou 24 horas a alegria de quem é contra a redução da maioridade penal no Brasil. Enquanto no começo da madrugada de quarta-feira, o Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou a proposta que previa o julgamento pelo Código Penal de jovens de 16 e 17 anos acusados de crimes violentos, na madrugada desta quinta-feira, aprovou um texto semelhante, que também reduz a maioridade penal para 16 anos. A diferença é que, na nova emenda, o tráfico de drogas e o roubo qualificado foram excluídos do rol de crimes que levaria o adolescente a responder como um adulto.

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A emenda precisava de 308 votos favoráveis e recebeu 323. Também foram registrados 155 votos contrários e duas abstenções. O texto aprovado é uma emenda dos deputados Rogério Rosso (PSD-DF) e Andre Moura (PSC-SE), e ainda deve passar por segundo turno na Câmara, antes de seguir para analise no Senado.

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Do texto anterior, se mantém a regra de cumprimento da pena em estabelecimento separado dos destinados aos maiores de 18 anos e dos menores inimputáveis. A União, os estados e o Distrito Federal serão responsáveis pela criação desses estabelecimentos diferenciados. Por outro lado, o dispositivo que impedia o contingenciamento de recursos orçamentários destinados aos programas socioeducativos e de ressocialização do adolescente em conflito com a lei não consta da emenda aprovada.

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Um dos autores da emenda aprovada, o deputado Andre Moura ressaltou a necessidade de coibir a participação de jovens em crimes.

Em momento algum afirmamos que vamos resolver o problema da segurança do país, mas vamos dar limites para esses marginais disfarçados de menores — disse.

Já a líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), opinou que a proposta continua ampla.

Basta mudar a lei de crimes hediondos e se volta tudo [o que estava previsto no texto rejeitado] — criticou.

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O assunto foi debatido durante mais de seis horas — legendas buscaram obstruir a sessão para adiar a votação. A votação foi combinada em acordo com líderes partidários, mas partidos como PT, PCdoB e Psol protestaram. Muitos deputados defenderam que a votação da nova proposta tratava-se de um golpe, que ia contra as regras da Casa — a líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), afirmou que a votação não poderia ser aceita porque repõe parte do texto que foi derrotado na madrugada anterior.
O presidente, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), manteve a votação, alegando que não iria ferir o regimento interno, e foi alvo de ataques. Alessandro Molon (PT-RJ) acusou Cunha de não ser imparcial, afirmando que o presidente leva à votação as matérias que lhe interessam, e Chico Alencar (PSOL-RJ) comparou Cunha ao Fluminense: “quando perde não aceita e vai para o tapetão“.

Diferente da votação na terça-feira, onde houve protestos tumulto com manifestantes no Congresso, nesta quarta-feira, as galerias não foram abertas.

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* Zero Hora e Agência Câmara

Tulio Milman comenta superlotação e descaso com presídios na Região Metropolitana

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/jornal-do-almoco/videos/t/edicoes/v/tulio-milman-comenta-superlotacao-e-descaso-com-presidios-na-regiao-metropolitana/4288212/

Presos de triagem deixam de ser transferidos e Central é proibido de receber detentos

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Com Presídio Central ‘fechado’, presos em flagrante ficam em delegacias

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Há 48h em delegacia, presos em flagrante reclamam de condições precárias

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/jornal-do-almoco/videos/t/edicoes/v/ha-48h-em-delegacia-presos-em-flagrante-reclamam-de-condicoes-precarias/4288223/

Jornal do Almoço / RBS

Deve ser votado hoje, na Câmara, a proposta para que adolescentes suspeitos de crimes graves respondam como maiores ou fiquem mais tempo internados. Porém, há uma série de dúvidas quanto à possibilidade de pôr a regra em prática

Veja o PDF

http://www.clicrbs.com.br/pdf/17484440.pdf

O plenário da Câmara dos Deputados se prepara para votar hoje, depois de 22 anos de tramitação, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê redução da maioridade penal para 16 anos. Apesar de aprovação com alterações por 21 votos favoráveis e seis contrários em comissão especial da Casa no último dia 17, as chances de consenso quanto ao projeto se mantêm remotas. E a nova redação, que determina aplicação de medidas apenas para crimes considerados graves e hediondos, guarda uma série de dúvidas quanto à viabilidade de colocar a regra em prática.

No relatório elaborado pelo deputado Laerte Bessa (PR-DF) e referendado pela comissão para ir a plenário, foi incluída a obrigatoriedade de que os menores com 16 e 17 anos, enquadrados pela proposta, cumpram a pena em estabelecimento separado tanto dos maiores de 18 anos quanto dos menores inimputáveis (15 ou menos). Ou seja, eles deixariam de ser encaminhados às casas para cumprimento de medidas socioeducativas, e também não poderiam ingressar nas cadeias comuns. A pergunta que fica é: para onde iriam esses adolescentes?

Não sei, ninguém sabe. Esses estabelecimentos especiais não existem. E, uma vez que são considerados adultos do ponto de vista criminal, nenhum juiz da infância iria permitir sua entrada nas unidades socioeducativas, até porque essas casas não têm estrutura para funcionar como presídios – afirma o juiz da 1ª Vara da Infância e Juventude de Porto Alegre, Carlos Francisco Gross.

Presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública na Câmara, o deputado Alberto Fraga (DEM-DF), discorda:

Tem vários estabelecimentos onde é possível fazer essa separação. Cria uma ala, e ali ficam os 16 a 17 anos – garante.

Bessa alega que, segundo informações da CPI da Carceragem, aberta em março deste ano, alguns Estados já têm condições de abrigar esses novos presos em alas específicas dentro dos presídios.

Como é que faz, vai deixar eles soltos na rua, para continuar matando? Os Estados que não têm essas alas vão ter de se adequar – diz o relator da PEC.

Conforme o juiz da Vara de Execuções Criminais (VEC) da Capital, Sidinei Brzuska, o sistema carcerário do RS não tem condições de receber os adolescentes que seriam atingidos pela mudança:

Operamos nossas prisões aqui, normalmente, com 200% de lotação. Então, não se consegue manter um espaço só para esses menores – opina.

Como o efeito da proposta, caso aprovada, seria imediato, Cezar Roberto Bitencourt, doutor em Direito Penal, vê como destino dos adolescentes os presídios:

O Estado começará a empilhá-los nas penitenciárias de adultos sob o falacioso argumento que devem ser punidos pela lei e não têm onde colocá-los – avalia.

Mesmo na opção pelas cadeias comuns, os processos no Judiciário se acumulariam e resultariam em impunidade. Gross dá um exemplo: um adolescente de 17 anos que matasse com vários disparos um rival em um tiroteio responderia como adulto em prisão comum. Enquanto no regime atual a decisão para mantê-lo internado sairia em 45 dias, a possível condenação no júri demoraria, em média, mais de três anos.

O júri poderia considerar o crime como legítima defesa contra o ataque rival, mas apontar excesso pelo número de tiros. Nesse caso, deixaria de ser homicídio doloso (com intenção) e viraria culposo, fora dos critérios da PEC – diz Gross.

Conforme o juiz, a situação obrigaria um novo julgamento na Vara da Infância. O problema é que, passado o tempo até a realização do júri, o réu poderia ter completado 21 anos. Ou seja, estaria impedido de cumprir medida socioeducativa. E tem mais: tendo cometido o crime na condição de menor, a pena tampouco poderia ser cumprida em cadeia comum, e o acusado provavelmente acabaria livre.

Essa mudança pode colocar em caos todo o sistema – analisa Gross.

CARLOS ISMAEL MOREIRA

Saltou dois muros, e ninguém viu
Depois da fuga e recaptura de detento da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, Susepe avalia o que falhou na prisão que recebe os criminosos mais perigosos do Rio Grande do Sul

A Corregedoria da Susepe começou ontem a fazer levantamentos que poderão explicar onde estão as falhas que resultaram na fuga do detento Carlos Evair Souza da Silva, o Nego Zu, da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), no final da tarde de sábado e recapturado um dia depois.

Durante entrevista ontem pela manhã, o diretor de segurança da Susepe, Mario Pelz, admitiu ao menos um dos aspectos que pode ter colaborado com a escapada de Nego Zu:

O número de agentes monitorando os pátios onde estavam os presos no momento da fuga não era o ideal.

Segundo ele, o melhor seria que cada pátio fosse monitorado por um agente penitenciário a partir de uma guarita. No sábado, por volta das 18h, apenas um agente guarnecia dois pátios. E, no caso da fuga, a falta de um servidor pode ter sido determinante. Usando cordas artesanais, o detento pulou dois muros, superou cercas de arame farpado e rastejou sobre o telhado de um dos pavilhões antes de chegar à rua. Parte desse trajeto, a partir do pavilhão A, não está no alcance das câmeras de monitoramento.

Nos trechos em que as câmeras puderam flagrar Nego Zu fugindo, as imagens não teriam ficado suficientemente claras.

A visibilidade naquele horário já estava bastante prejudicada. Não acredito em falha ou comprometimento dos agentes – argumenta Pelz.

Fazia pouco mais de uma hora que a última visita havia deixado o local e 36 presos do pavilhão A permaneciam no pátio. O atraso para voltarem às celas está sendo investigado.

Não descartamos que tenha sido uma demora intencional dos presos para facilitar a fuga – aponta o diretor.

A Susepe pretende, a partir do resultado da investigação interna, avaliar aspectos como a qualidade das câmeras de monitoramento que atualmente são usadas na Pasc.

Não estamos questionando a atuação dos agentes peniten- ciários, não detectamos qualquer falha. Ao contrário, o empenho de todos nas buscas foi exemplar – justifica Pelz.

Foragido ficou em rio submerso até o pescoço

A fuga demorou 13 minutos. Logo na saída da Pasc, Nego Zu foi visto por um agente penitenciário que controlava a portaria. Ele chegou a atirar contra o detento, sem sucesso. A partir dali, uma força-tarefa com cem membros foi organizada pela Susepe.

Agentes do Grupo de Ações Especiais (Gaes) passaram a noite em buscas por matagais num terreno alagadiço e encontraram roupas do fugitivo. Após a saída da Pasc, ele teria entrado no Instituto Penal de Charqueadas e conseguido escapar com roupas novas. Dali, cruzou a mata. Em depoimento, Nego Zu disse que entrou no Rio Jacuí, ficando submerso até o pescoço, para escapar das buscas.

Tínhamos a certeza de que ele não havia conseguido deixar a cidade. Então aliviamos o cerco para que saísse do esconderijo. Funcionou – comenta o coordenador do Gaes, Juliano Moro.

Nego Zu foi flagrado em um parque de Charqueadas por um agente penitenciário de folga, às 18h30min de domingo. Foi imobilizado e recapturado.

Uma fuga para “dar um tempo para a mente”. Foi assim que Nego Zu definiu, em depoimento à DP de Charqueadas. Com 98 anos de condenações por homicídio, latrocínio (roubo com morte), porte ilegal de arma e 10 assaltos, até agora ele cumpriu apenas três anos de cadeia.

Ele alegou ter usado da sua destreza e experiência, já que tem uma fuga do Presídio de Osório em seu histórico, para escapar da prisão – aponta o delegado Rodrigo Machado Reis.

O inquérito policial vai apurar possíveis falhas na guarda externa da Pasc, feita pela Brigada Militar, e na interna, de responsabilidade da Susepe. Nego Zu ocupava o mesmo pavilhão no qual, no mês passado, foi executado o traficante Cristiano Souza da Fonseca, o Teréu. Para o delegado, apenas uma coincidência.

Não estava entre os envolvidos naquele crime. Ele não relatou qualquer ameaça que o tenha levado a fugir – diz.

Susepe recaptura fugitivo da PASC em Charqueadas
Carlos Evair Souza da Silva, conhecido como Nego Zu, fugiu da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas no fim da tarde deste sábado

Por: Kyane Vives

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Carlos Evair Souza da Silva, o Nego Zu Foto: Divulgação

Carlos Evair Souza da Silva, conhecido como Nego Zu, que fugiu da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC) por volta das 18h30min deste sábado, foi recapturado 24 horas depois. Um agente da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) encontrou o homem neste domingo, por volta das 18h30min, no Parque Ademar Farias, conhecido como Parcão, onde ocorria um evento. 

De acordo com o comandante da Brigada Militar de Charqueadas, major José Renato Romano dos Santos, o detento teria relatado como aconteceu a ação de fuga: Nego Zu teria escalado o muro interno da Pasc com uma corda artesanal, conhecida como jiboia, e, após chegar ao solo, rastejado até as proximidades de uma garagem no segundo muro, o qual dá acesso para fora da penitenciária. 

Ele teria subido o muro pela parede e descido pela jiboia. Na área externa, dois agentes penitenciários teriam avistado o criminoso e efetuado dois disparos contra ele, mas não teriam acertado. Ainda segundo o major, Nego Zu teria recebido apoio de presos do regime semiaberto e se escondido no Instituto Penal Escola Profissionalizante (Ipep), próximo à Pasc, mas logo deixou o local.

Nego Zu foi condenado a 98 anos de prisão e cumpriu apenas três anos – a condenação vai até 2110 e o preso tem 27 anos.

O delegado Rodrigo Reis, da Delegacia de Polícia de Charqueadas já solicitou à delegada penitenciária regional da Susepe imagens das câmeras de segurança da Pasc para investigar se a fuga foi “pura destreza do preso ou se ele recebeu ajuda de alguém de dentro”.

Também vamos ouvir todos os servidores da Susepe e da BM que estavam trabalhando no dia — explica o delegado.

Nego Zu responde a crimes hediondos, como homicídio e latrocínio (assalto com morte), além de porte ilegal de arma e 10 condenações por assalto. Ele estava preso na primeira galeria do pavilhão A da Pasc. O preso fugiu pulando o muro que dá acesso ao prédio de revista dos visitantes da Pasc, logo após o horário de visitas.

Fuga de Nego Zu é a quarta da história da Pasc

Esta é a quarta fuga da história da penitenciária de Charqueadas. O primeiro detento a conseguir escapar da Pasc foi Papagaio, em 1999. Depois dele, Zoreia e Michel Bonotto fugiram. Todos foram recapturados menos de um ano após as fugas. Relembre as outras três fugas, com informações da Rádio Gaúcha:

Cláudio Adriano Ribeiro, o Papagaio, fugiu da penitenciária em 1999. Ele foi capturado no dia 6 de janeiro de 2000, no litoral catarinense.

Sandro Alexandre de Paula, de 26 anos, conhecido como Zoreia, fugiu da Pasc em 2011. Ele foi recapturado no mesmo ano, escondido na penitenciária agrícola de Charqueadas.

Michel Bonotto fugiu da PASC em 2012, após Richely Bonotto trocar de lugar com o irmão, e Michel sair pela porta da frente do presídio. Foi capturado na Bahia, alguns meses depois.

Servidores da Brigada Militar, da Polícia Civil, do Instituto Geral de Perícias (IGP) e da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) lotaram o Teatro Dante Barone, na manhã desta quinta-feira (18), para acompanhar a audiência pública da Comissão de Segurança e Serviços Públicos (CSSP), que tratou da política de segurança e das estratégias para conter o avanço dos índices de violência no Rio Grande do Sul. Mais de dez representantes de entidades de defesa dos trabalhadores da segurança se revezaram na tribuna para cobrar do governo do Estado o fim do contingenciamento de recursos do setor, o pagamento de horas extras, a efetivação das promoções, a contratação de concursados e o pagamento dos reajustes salariais aprovados pela Assembleia Legislativa no governo passado.

Os servidores pleiteiam, ainda, a rejeição do Projeto de Lei 206/2015, do Executivo, que altera os critérios de cálculo de despesas com pessoal para fins de apuração dos percentuais determinados pela Lei de Responsabilidade Fiscal, encaminhado pelo Executivo ao parlamento. “Não se faz economia com a vida das pessoas. Do jeito que está, a segurança caminha a passos largos para o caos. E o projeto 206, que cria um Estado anão, coroa o processo de desmantelamento da segurança pública no Rio Grande do Sul”, afirmou o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Rio Grande do Sul, Flávio Berneira.

Convidado oficialmente pela comissão, o secretário de Segurança Pública, Wantuir Jacini, não compareceu à audiência, provocando críticas dos parlamentares e do público. 

O líder da bancada do PMDB, Álvaro Boessio, afirmou que concorda com as reivindicações dos trabalhadores e que está disposto a trabalhar por elas junto ao governo do Estado. “Estamos atravessando uma crise financeira séria, mas quero ser parceiro dos servidores da segurança, que é uma das áreas que mais preocupa a população”, declarou, avisando que ajudará a marcar uma audiência na Casa Civil para debater o tema.

Panorama
Segundo Nelsinho, o Rio Grande do Sul vive um cenário de guerra civil não declarada. “Nos três primeiro meses deste ano, tivemos 650 homicídios (uma média de sete por dia), o número de furtos e roubos de veículos já chega a quase 9 mil, os casos de furto e roubo a bancos chegam a 70 e os ataques a caixas eletrônicos somam 120 episódios, sendo 21 com o uso de explosivos”, revelou, justificando seu ponto de vista.

Uma das causas da crise na segurança, conforme o petista, é a defasagem de recursos humanos no setor. De acordo com levantamento apresentado pelo parlamentar, faltam mais de 13 mil homens na Brigada, mais de 1.200 no Corpo de Bombeiros e 1.520 na Susepe. E, no IGP, dos 1.751 cargos existentes no quadro, apenas 762 são ocupados.

Nelsinho e Dziedricki apresentaram uma bateria de perguntas aos representantes do governo. Entre outras coisas, questionaram sobre a nomeação de concursados para a Brigada e Polícia Civil, sobre o pagamento dos reajustes aprovados até 2018, sobre a estratégia para reduzir os índices de criminalidade, sobre a redução das horas extras e dos combustíveis para as viaturas, sobre vagas nos presídios e sobre as restrições salariais que seriam impostas pelo projeto 206/2015.

O deputado Bombeiro Bianchini (PPL) afirmou ser desnecessária a aprovação da proposta do governo, uma vez que os gastos com pessoal no Rio Grande do Sul estão na casa dos 53% da receita. “Ainda há margem para que o percentual se aproxime do limite prudencial, previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo do Estado está propondo uma lei desnecessária, pois já há legislação federal sobre o assunto”, sustentou.

Contraponto
Em resposta aos questionamentos de parlamentares e servidores, o diretor de Gestão Estratégica da Secretaria de Segurança Pública, tenente-coronel Luiz Porto, disse que “a segurança pública precisa ser analisada num contexto”. “Os problemas não começaram em janeiro, mas ao longo de 40 anos de crise estrutural. Portanto, não é sério cobrar todas as soluções de quem assumiu há cinco meses, pois não há como fazer mágica”,argumentou.

Alguns indicadores, segundo ele, já atestam, positivamente, a política de segurança em curso no Rio Grande do Sul. Ele citou a redução, em 2015, dos índices de homicídios dolosos e de furtos como exemplos e revelou que a SSP deverá priorizar, no próximo período, o combate ao roubo e ao roubo de veículos.

Sobre a contratação dos aprovados em concurso público, Porto afirmou que “a questão ultrapassa o governo”. “A contratação está vinculada às condições financeiras do Estado. Quando a crise for superada, será possível conversar”, frisou.

Quanto ao PL 206/2015, o diretor afirmou que a proposta dá “condições de governabilidade para o Rio Grande do Sul” e que foi encaminhada à Assembleia para promover “uma construção solidária” para retirar o estado da crise.

O deputado Jorge Pozzobom (PSDB) afirmou que “não há hipótese de a Assembleia Legislativa aprovar qualquer medida que anule o que aprovamos no governo passado”. Ele se comprometeu a colaborar com o líder do PMDB para agendar, nos próximos dias, uma reunião na Casa Civil para discutir os temas elencados pelos servidores.

Também participaram da audiência os deputados Pedro Ruas (PSOL), Juliano Roso (PCdoB), Any Ortiz (PPS), Gabriel Souza (PMDB), Luiz Fernando Mainardi (PT), Zé Nunes (PT), Miriam Marroni (PT), Jeferson Fernandes (PT) e Ronaldo Santini (PTB).

Foi pedido para que investigação de agentes penitenciários seja ampliada.
Teréu morreu asfixiado dentro do refeitório da Pasc no início de maio.

Do G1 RS

O Ministério Público denunciou nove apenados da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) pela morte do traficante Cristiano Souza da Fonseca, conhecido como “Teréu”, que ocorreu em 7 de maio deste ano dentro do refeitório da prisão localizada na Região Carbonífera do Rio Grande do Sul – e que recentemente perdeu o título de alta segurança.

A denúncia foi oferecida à Justiça nesta quinta-feira (18). Os apenados Ubirajara da Silva Barbosa (Bira), Paulo Márcio Duarte da Silva (Maradona), Luciano Alves Pereira, Rudinei Henrique de Abreu, Rudinei Pereira da Silva, Fernando Gilberto de Oliveira Araújo, Daniel Pereira Lopes, Paulo Leonardo Paixão Moraes e Erick Brum Paz responderão por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel – asfixia – e com recurso que dificultou a defesa da vítima).

O Ministério Público ainda solicitou que a Justiça determine a realização de mais diligências por parte da Polícia Civil para aprofundar as investigações em relação às condutas de dois agentes penitenciários indiciados por homicídio culposo (por negligência).

Segundo Rodrigo Reis, delegado que fez os indiciamentos, havia uma agente na sala de monitoramento da pasc, que foi distraída pela chegada de outro agente. Foi justamente nesse período em que eles conversam e conferem outras imagens, que os apenados agiram no refeitório. A ação que resultou na morte do detento durou cerca de 11 minutos.

No fim de maio, cinco detentos apontados como participantes na morte de Teréu foram transferidos para o presídio federal de Porto Velho, em Rondônia. A Justiça informou que o grupo cumpriria Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) por 360 dias, com possibilidade de renovação, em uma penitenciária de segurança máxima.

A morte de Teréu
Segundo a Susepe, Teréu estava almoçando no refeitório do Pavilhão A da Pasc quando foi cercado por três homens e morto por asfixia, com um saco plástico na cabeça. Outros apenados também participaram. O crime foi gravado por câmeras de segurança, mas as imagens não foram divulgadas.

Apesar de nunca ter sido condenado, ele é apontado pela polícia como líder do tráfico no Beco dos Cafunchos, na Zona Leste da capital, e suspeito de ordenar a morte do traficante Alexandre Goulart Madeira, o Xandi, ocorrida em janeiro deste ano, em Tramandaí.

Teréu foi preso no mês passado, em Porto Alegre, na saída de uma casa noturna, por porte de munição de uso restrito. Inicialmente, ele ficou detido no Presídio Central, mas uma semana depois foi transferido para a Pasc porque correia riscos, já que na cadeia da capital também estão presos membros de outras facções rivais.

Na Pasc, Teréu ficava em uma área isolada. Dois dias antes da morte, teria pedido para sair do isolamento.

Uma sindicância interna foi aberta pela Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) para apurar as condições da morte.

Horas após a morte de Teréu, moradores da região onde ele morava realizaram uma manifestação pelas ruas do Beco dos Cafunchos. Carregando faixas com frases como “Teréu Eterno”, eles saíram em caminhada por algumas ruas do bairro.

Em outro lado da cidade, o assassinato foi comemorado com um foguetório no Condomínio Princesa Isabel, no Bairro Azenha. Os fogos puderam ser vistos de vários pontos da capital. Era daquele prédio que Xandi comandava o tráfico de drogas. Os festejos entraram noite adentro.

Antes eu achava que seria um bom governador, votei o Sartori do Rio Grande do Sul, mas ele é outro um governicho, sem programa e pequeno sem planos, principalmente na Segurança Pública.
Esse governicho não quer pagar os aumentos aos servidores na SSP, e não tem investimentos só quer cortar. O Sartori e seu “governo” são burros e loucos, pois será a greve da Susepe, BM, Polícia Civil e o IGP.
É um gringo e “polenteiro”, o pior do RS.
O vídeo:

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/jornal-do-almoco/videos/t/porto-alegre/v/situacao-do-instituto-psiquiatrico-forense-e-precaria/4259054/

Veja o vídeo

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/jornal-do-almoco/videos/t/edicoes/v/juiz-aposentado-fala-sobre-a-diminuicao-da-maioridade-penal/4245418/