Dupla é flagrada tentando enviar celular para presidiário por meio de um pombo

Publicado: 2 de outubro de 2013 em Uncategorized
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O pombo lançado na tarde desta terça-feira em direção ao Presídio Central, em Porto Alegre, não teve forças para voar. Um celular atado junto ao corpo impediu que o animal cumprisse a missão proposta por Cristielli Mansa, 21 anos: enviar o aparelho ao namorado, Wagner Machado Rodrigues, 19 anos, preso por tráfico de entorpecentes.
Três metros de voo após o lançamento ao alto, a ave caiu sobre a Rua Tenente Camargo, nos fundos do presídio, às 16h15min — justamente o local e o horário em que passava uma viatura da Delegacia de Capturas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Por sorte do animal — e azar de Cristielli —, os policiais estranharam o voo fracassado. A equipe deixou a viatura e foi ao encontro da jovem, que trazia outra ave imobilizada em uma garrafa PET, de fundo cortado. Presa às asas do animal, estava uma “mochilinha” com um bateria, chips e R$ 427.
Presos em flagrante, Cristielli e o homem que a acompanhava, Jeferson Sidnei Lopes da Silva, 35 anos, são moradores do bairro Restinga e não possuíam antecedentes criminais.

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Foto: Mauro Vieira / Agencia RBS
— A dupla cometeu dois crimes: tentar introduzir um telefone em um sistema prisional e maus tratos de animais. Como se trata de um termo circunstanciado, serão liberados. São infrações penais com menor potencial ofensivo — afirmou o titular da Delegacia de Capturas, delegado Eduardo de Oliveira Cesar.
Juiz da Vara de Execuções Criminais (VEC), Sidinei Brzuska afirma que tentativas como a de Cristielli são possíveis graças à grande quantidade de aves que estabelecem ninhos nas dependências do presídio.
— Essas pombas fazem do Central a sua casa e, por isso, retornam sempre àquele lugar. Sabendo disso, o preso pega a ave e dá para um familiar, que sai da prisão com o pombo em uma sacola. Do lado de fora, a ave recebe o material que deve transportar e, ao ser solta, tenta voar de volta para sua casa — explica o juiz.
De acordo com Brzuska, visitantes não são revistados ao deixarem a instituição. Conforme o delegado do Decap, Cristielli visitou o namorado na tarde desta terça-feira, quando provavelmente combinaram a ação. A jovem, no entanto, alegou que só se pronunciaria em juízo.
Diretor do Presídio Central, o tenente-coronel Osvaldo Luis da Silva afirma que não tem conhecimento de ninhos de pombos dentro da casa de detenção. Sobre a penalidade a quem tenta “importar” celulares por meio de pombos, o diretor diz que varia de caso a caso, podendo acarretar desde a transferência até a suspensão da visita.
Para Brzuska, o voo de um pombo até o Central chega a ser “folclórico” diante das apreensões dentro da prisão. Os animais seriam soltos após passarem pela inspeção de policiais da Delegacia Ambiental.

Bruna Scirea*
bruna.scirea@zerohora.com.br
*Colaborou Eduardo Rosa

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