Os representantes do SSP/Susepe – Genro/Michels/Treiesleben – eles nunca sabem o que fazer II

Publicado: 6 de novembro de 2013 em Uncategorized
Tags:,

Presídios têm sinal de celular melhor que delegacia no Rio Grande do Sul

Escutas policiais indicam que presos usam telefones dentro dos presídios mesmo com apreensões de 21 mil aparelhos nos últimos dois anos e meio.

Vídeo no RBS

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2013/11/presidios-do-rs-tem-sinal-de-celular-melhor-do-que-hospital-indica-teste.html

Um teste com o sinal dos celulares comprovou que eles funcionam melhor dentro das prisões gaúchas do que do lado de fora. Ao todo, 21 mil aparelhos foram apreendidos nas penitenciárias nos últimos dois anos e meio, mas as escutas policiais indicam que eles são rapidamente substituídos pelos presos. A reportagem é de Giovani Grizotti.

Um mercado clandestino de celulares no maior presídio do Rio Grande do Sul. Negócio de preso para preso, com aparelho novo e usado.

Preso 1: E o C3 que tu falou?
Preso 2: Tem três C3, um está funcionando, tudo carregando certinho. O outro é novo, tudo, mas a entrada queimou.
Preso 1: Quanto que ele quer?
Preso 2: R$ 1,5 mil.
Preso 1: Então manda ele aí então para eu ver.

O mercadão de celulares no Presídio Central de Porto Alegre oferece até aparelhos para dois chips.

Preso 1: Deixa eu ver aqui qual que ele é, vou te dizer. Ele é de dois chips, tá ligado?
Preso 2: Mas ele tem carregador, tudo?
Preso 1: Tem
Preso 2: Quanto tu quer?
Preso 1: R$ 1,2 mil.
Preso 2: Abaixa um pouquinho que o dinheiro é na mão.

Usando um aplicativo para celular, a equipe de reportagem comparou o sinal no presídio central com outras áreas da cidade, incluindo uma delegacia, emergência de hospital, a sala do juiz que fiscaliza as principais cadeias e no Ministério Público e comprovou que, atrás das grades, a comunicação é melhor do que fora delas.

É um sinal claro, limpo, de fácil percepção, o que acaba nos ajudando em termos de investigação criminal, mas que nos causa uma determinada repulsa em saber que o sinal de telefonia dentro de pessoas reclusas do sistema prisional – que não deveriam ter acesso a esse tipo de serviço – acabam tendo mais facilidade que nós”, lamenta o delegado Tiago Baldin.

No prédio onde funcionam as seis delegacias de homicídios de Porto Alegre, a mesma realidade. Para telefonar, a delegada precisa ir até a rua. “No final do dia quando eu saio daqui, entra as chamadas perdidas e eu posso retornar”, diz Ana Rita Barbosa Loss.

O mesmo teste foi realizado na PASC – Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, a 60 quilômetros da capital. O sindicato que representa as empresas de telefonia diz que não cabe a elas solucionar o problema. “Não há discriminação entre localidades. Os locais que têm condição geográfica mais favorável a princípio têm sinal de melhor qualidade”, afirma Sérgio Kern, diretor do SindiTelebrasil.

Autoridades querem que as operadoras ajudem a encontrar uma saída para acabar com as comunicações entre presos, uma vez que os testes realizados com bloqueadores em presídios fracassaram.

No momento em que o telefone celular ingressa no presídio e o preso faz uso deste telefone celular, a principal função da prisão, que é conter o sujeito, deixa de existir, porque os crimes de roubo, tráfico e homicídio seguem sendo praticados com o uso deste veiculo de comunicação”, ressalta o juiz Sidinei Brzuska.

A última empresa que fez teste de bloqueio no sinal na Penitenciária de Charqueadas verificou que o sinal na área é muito forte, o que dificulta os bloqueios.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s