O GIAE da Polícia Civil gaúcha, a intenção da organização criminosa era dominar presídios do interior gaúcho para depois avançar para Porto Alegre e dominar o crime organizado

Publicado: 15 de novembro de 2013 em Uncategorized
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Ofensiva da polícia sufoca célula do PCC no Estado
A ação resultou na prisão temporária de 23 pessoas sob suspeita de tráfico de drogas e assaltos

A expansão pelo Rio Grande do Sul de um dos mais organizados grupos criminosos do Brasil já provocou três ofensivas das autoridades nos últimos 12 meses e ontem forçou a criação de uma galeria exclusiva para integrantes da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). A Operação Pirâmide, desencadeada no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso do Sul e em Pernambuco, resultou na prisão temporária de 23 pessoas sob suspeita de tráfico de drogas, assaltos e venda de armas.
Do grupo, 17 já estavam presos em cadeias em nove cidades gaúchas – Porto Alegre, Charqueadas, São Luiz Gonzaga, Ijuí, Guaíba, Santa Maria, Uruguaiana, Carazinho e Passo Fundo –, além de outros quatro em prisões de Campo Grande (MS), Dourados (MS) e em Petrolina (PE). Mais de 560 agentes de segurança, entre policiais civis e militares e agentes penitenciários gaúchos, além de 30 policiais pernambucanos e sul-mato-grossenses participaram da operação interestadual, cumprindo mandados de busca e prisões.
Conforme a Polícia Civil, os apenados gaúchos, via celular, acertavam com comparsas em outros Estados – presos ou em liberdade – a prática de assaltos, tráfico de drogas e de armas. Durante 11 meses, telefones dos presos foram grampeados com ordem judicial, e a polícia descobriu que o grupo era vinculado ao PCC.
De acordo com o delegado Emerson Wendt, do Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos da Polícia Civil gaúcha, a intenção da organização criminosa era dominar presídios do interior gaúcho para depois avançar para Porto Alegre e dominar o crime organizado na Capital. Segundo o delegado, durante quase dois meses, ordens dadas a detentos em Mato Grosso do Sul eram repassadas para um preso da Penitenciária de Uruguaiana, que retransmitia a detentos no Rio de Janeiro, também cooptados pelo PCC.
A investigação começou monitorando apenados da Penitenciária Modulada de Ijuí, curiosamente, onde esteve recolhido, entre 2001 e 2002, o maior expoente do PCC, Marcos William Herbas Camacho, o Marcola.
*Colaborou Carolina Rocha
joseluis.costa@zerohora.com.br

JOSÉ LUÍS COSTA*

Grupo estaria se expandindo pelo Estado

Entre os apenados que foram presos novamente na Operação Pirâmide, dois já estavam na Pasc. Um deles é o baiano Fabrisio Oliveira Santos, o Boy, 38 anos, integrante do PCC que fez parte da quadrilha dos Toupeiras, presos em flagrante em 2006, em Porto Alegre, escavando um túnel para arrombar cofres de dois bancos. O outro detento é Gleison Luís de Lima, condenado por assalto em 2011, em São Luiz Gonzaga.
Quatro mulheres fazem parte do grupo detido. Todas já estavam em cadeias do Estado. Uma delas é Jane Subtil Gomes, a Nega Jane, denunciada e presa no ano passado por iniciativa do Ministério Público Estadual, por envolvimento com o PCC.
Centenas de escutas telefônicas permitiram acompanhar 39 batismos de novos adeptos ao grupo, o que denota, conforme a polícia, que o PCC estaria em expansão no Estado – atualmente, teriam 60 seguidores, também em cadeias de Soledade, Santa Rosa, Santo Ângelo, Alegrete, Júlio de Castilhos, Osório e Espumoso. O monitoramento também facilitou apreensões de porções de crack, cocaína e maconha em São Leopoldo, Carazinho, Santa Maria e Ijuí.

INVESTIDAS DO GRUPO NO RS
Em pelo menos três momentos, integrantes da facção foram presos
– 2001 – Em fevereiro, a PF desarticulou quadrilha de assaltos a bancos e em aeroportos. Dos 14 presos, 10 eram paulistas. A suspeita era de que o bando iria atacar um carregamento de dinheiro que chegaria ao Aeroporto Salgado Filho. Na época, o líder do PCC, Marcos William Herbas Camacho, foi transferido para a penitenciária de Ijuí, após megarrebelião em São Paulo.
– 2006 – A maior investida do bando ocorreu em setembro, quando 26 pessoas foram flagradas pela Polícia Federal escavando um túnel na Rua Caldas Júnior, no centro de Porto Alegre. O buraco seguia em direção ao subsolo onde estavam localizados os cofres das agências do Banrisul e da Caixa Federal. Parte do grupo tinha atacado o Banco Central de Fortaleza, no ano anterior.
– 2012 – Documentos e manuscritos apreendidos no Presídio Central de Porto Alegre, divulgados em novembro, revelam a tentativa da facção se enraizar no Estado. A papelada mostrava a forma como o grupo se organizava por meio de estatuto e outras regras. Dias depois, o Ministério Público Estadual deflagrou a Operação Carpa (o símbolo do PCC é um peixe), prendendo oito pessoas envolvidas com o bando paulista.

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