Um ano de casa nova

Publicado: 1 de dezembro de 2013 em Uncategorized
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2014 para firmar o casamento

Um ano de casa nova

Avenida Padre Leopoldo Brentano, 110, bairro Humaitá. Desde dezembro do ano passado, esse é o endereço da nova sede do Grêmio. Mas, como um filho que reluta em deixar a casa da mãe, o clube ainda não foi de mala e cuia para a morada da zona norte de Porto Alegre. Durante a temporada 2013, divergências e desacertos emperraram a mudança definitiva, que deve ocorrer no começo de 2014.

Muitas coisas não andaram conforme o planejado. Em um projeto muito grande, é normal que alguns ajustes fossem feitos – opina Eduardo Antonini, ex-presidente da Grêmio Empreendimentos e um dos idealizadores da construção da Arena.

O primeiro estranhamento do clube com sua nova casa foi a entrevista do presidente Fábio Koff ainda antes de ser empossado. Ele surpreendeu ao declarar que a Arena não era do Grêmio e que o clube levaria 20 anos para pagá-la. Com os jogos, vieram reclamações de torcedores e algumas discussões entre funcionários do clube e da construtora OAS. Depois de uma renegociação comandada por Koff, Grêmio e empreiteira trataram novos termos do contrato, o chamado aditivo. Pelas regras, a principal vantagem financeira do clube será a redução do gasto anual com a migração dos associados. Neste ano, o valor cai de R$ 43 milhões para R$ 12 milhões. O novo contrato será apreciado pelo Conselho Deliberativo na quarta-feira. Se tudo der certo, tem chances de ser assinado na quinta.

Depois da assinatura, o próximo passo é a mudança definitiva do clube para o bairro Humaitá. E, a partir daí, a consolidação da Arena do Grêmio, com a instalação de lojas, restaurantes e a inauguração do museu.

O Grêmio tem de estar lá. Daí, os comerciantes migrarão para lá – acrescenta Antonini.

Consultor de marketing e gestão esportiva, Amir Somoggi afirma que estratégias para agregar produtos e atrativos aos jogos são a alternativa para que a Arena renda mais.

O estádio é lindo, mas o serviço, a experiência de assistir ao jogo não mudou muito. É a pipoca, o hot-dog, o refrigerante e acabou. É muito pouco, isso é mais da empreiteira que do próprio clube, pois ela é que faz a negociação com bares e que pode promover promoções – argumenta Somoggi.

Apesar de um primeiro ano de relacionamento turbulento, a expectativa é de que Grêmio e OAS possam tornar a união cada vez mais rentável. Pela parceria, o clube fica com 65% do lucro líquido apurado (descontando as despesas) da Arena. Como pagamento pela construção do estádio, a empreiteira embolsa 35% durante 20 anos.

Em entrevista a ZH na última sexta-feira, no camarote da Arena, o diretor superintendente da OAS/Arenas, Carlos Eduardo Paes Barreto, analisou o primeiro ano de “casamento” com o Grêmio. Destacou que a partir de 2014 clube e empreiteira estarão mais unidos e que o cenário financeiro irá melhorar depois da Copa do Mundo.

Mais informações

http://www.clicrbs.com.br/pdf/15926541.pdf

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