Tarso avisa que não concorrerá à reeleição sem reestruturação da dívida. Duvida?

Publicado: 19 de dezembro de 2013 em Uncategorized
Tags:, ,
Governador condiciona a sua participação no pleito de 2014 à aprovação de projeto pelo Congresso

Rosane de Oliveira/ZH

Desta vez, o governador Tarso Genro foi mais explícito do que nas manifestações anteriores: só será candidato se o projeto que reduz o juro e altera o índice de correção da dívida renegociada com a União for aprovado. Na China ele havia citado esse como um dos elementos que colocaria na balança antes de decidir se será ou não candidato à reeleição, mas hoje, no balanço de fim de ano, tratou a aprovação do projeto como pré-condição para ser candidato.
Disse que acredita na aprovação e que recebeu garantias do relator, o senador catarinense Luiz Henrique da Silveira (PMDB), de que o projeto será votado em fevereiro. Sem a aprovação do projeto, o Rio Grande do Sul ficará sem possibilidade de tomar novos empréstimos para investimentos, o que tornará muito difícil a vida do próximo governador. Além disso, a redução do juro e a alteração do indexador eliminam o saldo devedor que, sem a mudança, terá de ser pago a partir do vencimento do contrato, em 2028.
Tarso voltou a dizer que sua candidatura também está ligada à definição do palanque da presidente Dilma Rousseff no Rio Grande do Sul. Ele quer ser o único palanque de Dilma no Estado, mesmo que outros partidos da base — caso do PDT e do PMDB — tenham candidato próprio. Embora não tenha condicionado a candidatura ao compromisso de ser o único palanque de Dilma, disse que, se isso não for possível, vai sugerir que o PT escolha outro candidato.
Mesmo que não assuma a candidatura, o governador deixou claro que sua adversária é a senadora Ana Amélia Lemos (PP). Ao comentar a entrevista que o presidente do PP, Celso Bernardi, deu ontem, fazendo um balanço crítico do seu governo, Tarso disse que a foi uma “manifestação de boa qualidade política”, mas que faltou mostrar que alternativa o PP oferece.
Criticaram os aumentos que nosso governo deu ao funcionalismo, mas não disseram o que pretendem fazer. Vão arrochar os salários? — questionou.
Tarso lembrou que o PP critica o não pagamento do piso nacional do magistério como básico da carreira, mas não diz se pagará o mínimo. E acrescentou
Eles nos criticam por tomar empréstimos, mas não dizem o que fariam. Será que a alternativa é o déficit zero, sem investimento?
No almoço com a imprensa, Tarso fez um balanço das realizações do governo neste ano e definiu o desenvolvimento econômico e o combate a miséria como a marca de sua administração.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s