Após eleições, entidades da segurança pública esperam valorização

Publicado: 28 de outubro de 2014 em Uncategorized
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Policiais e agentes penitenciários aguardam contratações para coibir violência no Estado

Karina Reif

Com a definição de José Ivo Sartori para o governo do Estado e de Dilma Rousseff para a Presidência da República, a área da segurança gaúcha está na expectativa de um impulso para conseguir melhorias para a classe, como valorização dos servidores, melhora da estrutura e políticas específicas para o setor. O presidente da Associação Beneficente Antônio Mendes Filho (Abamf), Leonel Lucas, lembrou que o policial militar no RS tem uma remuneração menor do que a dos outros estados. “O salário inicial é de R$ 2,2 mil e este é o grande problema, pois os nossos brigadianos precisam morar de aluguel ou nas favelas”, afirmou Lucas. A entidade e os demais representantes de sindicatos já haviam enviado a todos os candidatos uma pauta de reivindicações. Antes de se eleger, José Ivo Sartori se comprometeu com o aumento do efetivo dos policiais civis e militares. 

As expectativas são sempre grandes com um novo governo”, ressaltou Lucas. “Esperamos que ele escolha um secretário de Segurança com conhecimento do setor e que mantenha o diálogo”, declarou. O presidente da Abamf lembrou que atualmente o efetivo da Brigada Militar conta com 24 mil homens, quando o ideal seria 36 mil. Ele lembrou que ainda há falta de equipamentos como colete à prova de balas. “Usamos revólver, enquanto os criminosos estão com metralhadoras”, comentou Lucas. Quanto ao governo federal, a Abamf deve continuar pedindo a aprovação de um fundo para a segurança e a criação de uma lei que agrave a pena de acusados de matarem policiais.

A Associação dos Oficiais da Brigada Militar (AsofBM) tem demandas como o reconhecimento da carreira jurídica de nível superior para a classe e a preservação das funções constitucionais da corporação. O diretor de divulgação da entidade, major Marcelo Pinto Specht, ressaltou que a associação também acompanha com muito interesse o andamento de projetos de lei, que digam respeito diretamente à categoria. 

O presidente da Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da Brigada Militar (ASSTBM), Aparício Costa Santellano, também espera valorização e qualificação do trabalho dos servidores da segurança, em todos os níveis. “Esperamos que o novo governador cumpra as promessas feitas durante a campanha eleitoral”, acentuou Santellano. O presidente da associação afirmou ter esperança de que haja uma melhora salarial para os sargentos e tenentes da Brigada Militar.

PF quer atenção à investigação

Após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, o Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (Sinpef/RS) espera que o governo dê atenção maior para os serviços de investigação e de administração da instituição. “A própria presidente assumiu que ficou devendo na área da segurança nos últimos quatro anos”, observou o presidente da entidade no RS, Ubiratan Antunes Sanderson. A expectativa é que a partir de janeiro a postura da União mude. 

A categoria quer principalmente aumento de efetivo. Hoje, são 12 mil federais no Brasil, enquanto o número ideal é de 20 mil. “Todos os serviços de investigação e administração de fronteiras ficam prejudicados”, ressaltou Sanderson. Com oito delegacias, o RS é o estado com mais unidades na fronteira. Para manter a qualidade do trabalho, a categoria reivindica a regulamentação de uma lei, já sancionada pela presidente, que prevê indenização de R$ 90 por dia aos servidores que atuam nesta área. Sanderson lembrou da necessidade de melhor aparelhamento para o combate à corrupção. Também é preciso o reconhecimento de nível superior dos agentes federais para que o trabalho de investigação receba maior qualificação. 

“É preciso aumentar o efetivo”

A preocupação do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Rio Grande do Sul (Amapergs) é relativa à contratação de novos agentes e à superlotação dos presídios em todo o Estado. “A maioria dos presídios tem o dobro da capacidade”, acentuou o presidente da entidade, Flávio Berneira. “Precisamos da recomposição do efetivo, porque a lei prevê 6 mil e temos apenas 4 mil servidores”, declarou o presidente da entidade. 

Conforme ele, a defasagem acarreta em precarização do trabalho nas penitenciárias gaúchas. Segundo Berneira, a classe tem também um projeto de regulamentação de carreira em nível federal. A respeito das declarações de Sartori na época da campanha sobre a possibilidade de Parcerias Público Privadas (PPP) para a área dos presídios, o presidente da Amapergs declarou que a construção e a manutenção das estruturas podem ser atribuídas a empresas privadas, mas não o trabalho com os presos. “Somos contra qualquer tipo de privatização dos serviços, mas não temos dificuldade em discutir as PPPs na construção e na manutenção”, assegurou. 

A presidente da Sindicato dos Servidores da Polícia Civil RS (Sinpol), Ilorita Cansan, também lembra da defasagem do efetivo. Há no RS 5,2 mil policiais civis, quando o ideal seria 12 mil. “Prejudica todos os trabalhos, desde a investigação até o atendimento dos plantões”, explicou. “Esperamos que o novo governador mantenha a discussão das pautas”, destacou. Uma das demandas é o ingresso de cerca de 650 alunos aprovados em concurso para fazer a Academia de Polícia. “Já temos uma turma de 700, que deve começar a trabalhar em breve”, resumiu. 

O Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do RS (Ugeirm) considera que houve melhorias para a classe no atual governo e espera que José Ivo Sartori dê continuidade ao que já foi conquistado. Entre os itens está o aumento de salário escalonado até 2018 e as promoções. “Também conquistamos a aposentadoria diferenciada”, relembrou o presidente da entidade, Isaac Ortiz. “Hoje a categoria está com autoestima muito grande”, declarou, lembrando do trabalho nas delegacias de homicídios. “Com índice de resolução de 70%.” 
A Associação de Bombeiros do RS, segundo o coordenador-geral da entidade, Ubirajara Ramos, espera da nova gestão uma política específica para a corporação e um orçamento próprio. Além disso, é preciso aumentar o efetivo. “Cotamos com 2,6 mil servidores, cerca de 40% da necessidade estadual.” 

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