Política polêmica do cetim

Publicado: 6 de fevereiro de 2015 em Uncategorized
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Compra de lençóis constrange Sartori. Está mal o PMDB.
Licitação que previa aquisição de roupa de cama, toalhas de algodão egípcio, travesseiros e roupões foi cancelada. No Piratini, pesou a imagem de governo austero que enfrenta a crise financeira
A iniciativa da Casa Militar de fazer licitação para compra de um luxuoso enxoval de cama, mesa e banho destinado ao Palácio das Hortênsias, em Canela, irritou o governador José Ivo Sartori. O peemedebista foi informado sobre o episódio por assessores no final da tarde de quarta-feira, quando ainda estava em seu gabinete no Palácio Piratini. Imediatamente, determinou a suspensão do pregão.

Podem afastar quem pediu. Não quero essas coisas – reagiu Sartori, que fez a campanha eleitoral baseada na imagem do gringo simples de Caxias do Sul.

O chefe administrativo da Casa Militar, tenente-coronel Jair Euclesio Ely, que assina o documento, foi temporariamente afastado pelo governo. Ontem, em entrevista à Rádio Guaíba, o governador afirmou que a pessoa responsável pela ideia foi “ingênua”.

A pessoa fez isso mais por ingenuidade do que por maldade. Mandei suspender tudo e acabar com a brincadeira de quem tinha feito isso. Tem que ter paciência, muita tolerância – afirmou.

O governador demonstrou constrangimento com o caso porque tem tentado marcar a sua gestão pela austeridade e por fazer “um governo simples”, como já declarou em reiteradas oportunidades. Desde o início do ano, Sartori ainda não retirou nenhuma diária de viagem e restringiu o uso da escolta pessoal a que tem direito, além de voltar atrás e desistir de receber reajuste salarial.

FUNCIONÁRIO FOI AFASTADO

A Casa Militar não se manifestou oficialmente sobre o caso, e o governo garante que fará apuração interna para esclarecer se a ideia de adquirir lençóis de cetim e toalhas de algodão egípcio, entre outros itens, partiu mesmo do tenente-coronel Euclesio Ely.

Nos bastidores do Piratini, o episódio é atribuído a um erro administrativo. A Casa Militar tem como hábito revisar as condições das instalações oficiais do governo (o Palácio das Hortênsias é a residência oficial do governador na Serra) quando assume uma nova gestão.

Nesse processo, que inclui a manutenção do mobiliário, pintura de paredes e troca de carpetes, um funcionário da área administrativa teria solicitado orçamento a uma loja de Gramado como referência para a aquisição de toalhas, travesseiros, fronhas e roupões. O preço total, cerca de R$ 8 mil, e as especificações de cores e qualidade dos itens teriam sido incluídos na lista pela própria loja.

A pessoa que pediu o orçamento não colocou essas especificações, apenas recebeu o retorno da loja e encaminhou para a central de compras. Não foi algo intencional. Foi excesso de proatividade – explica um assessor do governo.

JULIANO RODRIGUES

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