Após corte de horas extras, Susepe avalia readequar casas prisionais

Publicado: 8 de fevereiro de 2015 em Uncategorized
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Medida do governo do Estado preocupa servidores da Superintendência

O corte de 25% nas horas extras dos funcionários da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) deixou os servidores da instituição preocupados em relação à segurança nas casas prisionais do RS. A medida foi anunciada ontem pelo órgão e leva em conta o valor gasto em janeiro do ano passado com esse expediente. A redução atende ao decreto do governador José Ivo Sartori.

Conforme a Susepe, ainda não há um levantamento do impacto que a medida causará no sistema prisional. De acordo com a instituição, somente no final deste mês é que se terá uma panorâmica da situação. No entanto, a Superintendência pretende fazer “readequações” nas casas prisionais. A entidade informou que já estabeleceu uma estratégia para manter o serviço de segurança nas prisões e nos albergues casas de regimes semiaberto e aberto. Segundo dados da Susepe, a instituição conta com 5 mil servidores. A população carcerária é de 30.106 detentos, sendo 27.769 homens e 2.337 mulheres.

O presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Rio Grande do Sul (Amapergs/Sindicato), Flávio Berneira, disse que a medida vai deixar ainda mais insustentável a situação nos presídios, com risco para a segurança. Berneira cita o caso das penitenciárias moduladas. Pelo projeto original, 17 agentes deveriam trabalhar por módulo e atenderiam 120 presidiários. Atualmente, três agentes penitenciários cuidam de 200 a 250 detentos. “E esses agentes contam com as horas extras”, revelou o presidente do sindicato. “Com o corte ficará impraticável trabalhar em alguns presídios”, lamentou Berneira.

Na próxima segunda-feira, a Amapergs pretende ter uma reunião com os agentes de Santa Maria. A ideia é discutir a medida e analisar a situação dentro das cadeias. “Eles (agentes penitenciários) estão preocupados com essa situação e nos procuraram”, afirmou o presidente da Amapergs/Sindicato.

A Susepe também informou que na próxima segunda-feira iniciará o curso de formação de 500 novos agentes. Estes foram aprovados no último concurso. A fase preparatória tem duração de 60 dias e fica a cargo da Escola Penitenciária, em Porto Alegre. Após, os agentes precisam fazer um estágio nas penitenciárias.

comentários
  1. Camundongo disse:

    Se utilizarem estas horas extras nas casas prisionais e para quem trabalha não há problema, mas enquanto boa parte for para os puxa saco que sequer as fazem, aí complica.

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