BM não receberá traje Robocop prometido para a Copa
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Trezentos exoesqueletos, como os usados pela Polícia Militar de São Paulo (foto), seriam encaminhados para a Brigada Militar – Foto: Polícia Militar de São Paulo / Divulgação

Exoesqueleto para proteção de policiais em protestos, que deveria ter chegado antes do Mundial, não vai ser entregue para 15 cidades, incluindo Porto Alegre. Governo federal alega que fornecedora descumpriu prazos

por Cláudio Goldberg Rabin e Débora Ely - Zero Hora

exoesqueleto prometido pela Secretaria Extraordinária para Grandes Eventos (Sesge), para reforçar a proteção de policiais na Copa, não chegou e nem chegará a 15 cidades do país — inclusive Porto Alegre. Em todo o Brasil, 3,7 mil trajes foram prometidos às 12 cidades-sede e a Aracaju (SE), Maceió (AL) e Vitória (ES), onde funcionaram os centros de treinamento de seleções. 

Os trajes especiais — que lembram o ciborgue do filme americano Robocop e foram apelidados com o mesmo nome — deveriam ter sido entregues antes do Mundial. Ligada ao Ministério da Justiça, a Sesge alega que a empresa Centro de Treinamento de Técnicas e Táticas Especiais e Sistemas Integrados de Segurança — vencedora da licitação e com sede em Porto Alegre — descumpriu o prazo de 20 de maio, prorrogado até 10 de junho.

As polícias militares ficaram sem o equipamento e, como a Copa passou, não haverá nova licitação. Os R$ 3,3 milhões previstos não foram pagos, pois o acerto dependia do recebimento dos itens. Segundo a Sesge, a empresa foi informada, e a adoção de medidas administrativas está em estudo. A licitação foi realizada em fevereiro deste ano e teve um aditivo. Porto Alegre receberia 300 trajes para o Batalhão de Operações Especiais (BOE).

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As demandas para o emprego são as mais diversas, não só para manifestações, mas também para uso em tumultos em presídios ou reintegrações de posse — destaca o comandante do 1º BOE, tenente-coronel Alexandre Bortoluzzi.

Mesmo sem os trajes, a Brigada Militar recebeu diversos itens do kit “Padrão Fifa” prometido pelo governo federal. O material, que foi fornecido por outras empresas, incluía itens como capacetes e escudos à prova de balas, máscaras de gás e um caminhão blindado com jato d’água.

Empresa diz que importou itens da China e nega culpa por atraso

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No cadastro que consta na Receita Federal, a empresa Centro de Treinamento de Técnicas e Táticas Especiais e Sistemas Integrados de Segurança (CTTE-SIS) descreve sua principal atividade como comércio varejista de artigos de uso pessoal e doméstico.

ZH foi na quinta-feira até a sede da empresa em Porto Alegre, no bairro Teresópolis, e conversou com o proprietário, o delegado da Polícia Civil aposentado Marcos Vinícius Souza de Souza. Ele afirma que a empresa oferece cursos de treinamento policial desde 2000 e, a partir de 2012, passou a importar itens de segurança.

Souza ressalta que, a partir da licitação do governo federal, encomendou os exoesqueletos da China. Garante que os equipamentos chegaram ao Brasil dentro do prazo previsto no contrato assinado — em três carregamentos, entre os dias 6 e 10 de junho. O problema, de acordo com o empresário, foi que o processo de nacionalização da carga se estendeu até o dia 11 de julho. Souza admite que foi informado por e-mail da decisão da Sesge em relação ao descumprimento do contrato, mas ainda não encaminhou uma resposta:

Vamos aguardar o comunicado oficial da secretaria para ver qual decisão tomar.

Questionado sobre o prejuízo por não receber o pagamento do governo federal, Souza revela que sua empresa venceu outras três licitações para distribuir o mesmo material. Duas, segundo ele, são para o Rio Grande do Sul:

Na semana que vem, devem chegar 300 exoesqueletos para a Brigada Militar e outros 26 para o Comando Rodoviário.

Procurada na quinta-feira à noite, a Secretaria de Segurança do Estado, por meio da assessoria de imprensa, não confirmou a compra e disse que precisaria consultar o sistema, o que só poderia ser feito nesta sexta-feira.

Amapergs Sindicato pelo Facebook

Publicado: 24 de julho de 2014 em Uncategorized

Mantendo a visitação aos pré candidatos ao governo do estado, o Amapergs Sindicato, esteve com o Sr José Ivo Sartori e o Dep. Est. Gilberto Capoani ambos do PMDB, apresentando algumas reivindicações da categoria. A Aposentadoria Especial das MULHERES DA SUSEPE, REAJUSTE DOS 15,76% já garantido a outras instituições, PLANEJAMENTO DE CONCURSO PÚBLICO DE ACORDO COM O CRESCIMENTO VEGETATIVO DA MASSA CARCERÁRIA, entre outras. Estaremos mantendo as agendas e entregando nossas reivindicações a todos os pré candidatos.

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Justiça barra uso de tornozeleiras

Publicado: 24 de julho de 2014 em Uncategorized
Gelson Treieslebem está há 4 anos como superintendente da Susepe, mas não sabe falar nada

O vídeo:

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/jornal-do-almoco/videos/t/edicoes/v/tribunal-de-justica-do-estado-considera-tornozeleiras-ilegais-e-determina-retirada/3518926/

CERCA DE 120 DETENTOS do regime semiaberto que usam o controle eletrônico são mandados de volta para casas prisionais. Como não há vagas suficientes, traficantes, homicidas e assaltantes podem ser soltos

O projeto de monitoramento eletrônico de presos sofre um revés no Estado. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) tem determinado retirada de tornozeleiras de apenados do semiaberto por entender ser ilegal o uso do equipamento para cumprimento de pena. Desde a implantação do controle à distância, no ano passado, o Ministério Público (MP) tem recorrido, caso a caso, ao TJ-RS. E decisões, em volumes maciços, começaram a ser conhecidas nos últimos 30 dias.
Nesse período, o tribunal já mandou retornar para albergues e institutos penais cerca de 120 detentos do regime semiaberto. A medida pode resultar que traficantes, homicidas e assaltantes fiquem soltos nas ruas por falta de vagas nas casas.
As tornozeleiras surgiram como alternativa à prisão em junho de 2010, quando o governo federal alterou a Lei de Execuções Penais. Foi autorizado o uso do equipamento para controlar apenados do regime semiaberto em saídas temporárias dos albergues ou fiscalizar detentos do regime aberto em prisão domiciliar (condenados com mais de 70 anos, doentes graves, gestante e mulheres com filho menor ou deficiente físico ou mental).
Em maio de 2013, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) implantou o projeto das tornozeleiras em presos do semiaberto e do aberto que cumprem pena na Região Metropolitana. Contou com o aval da Vara de Execuções Criminais (VEC) da Capital, em razão da crise de vagas nos albergues. Apenados ficariam em casa, podendo sair para trabalhar e percorrer uma área pré-determinada. O raciocínio foi o seguinte: sem tornozeleira, o apenado do semiaberto ficaria atrás das grades no Presídio Central ou à solta nas ruas sem qualquer vigilância. A medida, contudo, despertou contrariedade do Ministério Público.

O regime semiaberto não foi extinto no Brasil. A tornozeleira não pode substituir o cumprimento de pena. Antes de o Estado adotar esse sistema, o MP já tinha se manifestado contrário – afirma a promotora Ana Lúcia Cioccari Azevedo, da Promotoria de Execução Criminal do MP gaúcho.

Juridicamente, sempre dei razão ao MP. Mas existem decisões do tribunal, recomendações do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e da OEA (Organização dos Estados Americanos) dizendo que presos do semiaberto não podem ficar no Presídio Central – pondera o juiz Sidinei Brzuska, da VEC.

Entendo a angústia dos juízes. Mas cada função tem a sua responsabilidade, e a do Executivo é a de gerar vagas – rebate a promotora Ana Lúcia.

Mesmo prometendo até em documento firmado pelo governo federal com a OEA, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) não construiu casas para o semiaberto, como previsto. Ao mesmo tempo, desistiu das antigas, levando a um déficit de 1,4 mil vagas (veja na página ao lado).

Equipamento é para preso bem comportado, diz juiza

Há cerca de dois meses, a juíza Patrícia Fraga Martins assumiu, na VEC da Capital, o juizado que acompanha a execução das penas de detentos com tornozeleiras. Ela demonstra preocupação com o futuro do projeto que prevê monitorar 5 mil presos.

Infelizmente, o Estado apostou só nas tornozeleiras. É preciso conjugar tornozeleira e construção de unidades para o semiaberto. O equipamento serve para preso de bom comportamento, que cumpre a pena sem desrespeitar as regras. Existem presos que não se adaptam, e o aparelho não vai impedir eles de cometer crime – avalia a magistrada.

Outro problema é que há 150 presos com direito de progressão ao regime semiaberto que seguem atrás das grades por falta de vagas nos albergues, ocupando os espaços destinados a apenados que serão transferidos do Presídio Central.

JOSÉ LUÍS COSTA | JOSELUIS.COSTA@ZEROHORA.COM.BR

Estrutura limitada

http://www.clicrbs.com.br/pdf/16728216.pdf

Livre para circular

http://www.clicrbs.com.br/pdf/16728217.pdf

Pesquisa Ibope para o Piratini é a primeira feita após o início oficial da campanha eleitoral

Que o governicho de Tarso Genro perde

Zero Hora

Na primeira pesquisa Ibope para o Palácio Piratini após o início da campanha, a senadora Ana Amélia Lemos (PP) lidera com 37% das intenções de voto. Em segundo lugar, está o governador Tarso Genro (PT), com 31%. Distantes dos dois primeiros colocados, os outros seis concorrentes não alcançaram índice com dois dígitos. Entre eles, o melhor resultado é de José Ivo Sartori (PMDB), ex-prefeito de Caxias do Sul, que aparece com 4%.

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Essa foto foi a primeira equipe dos corregedores penitenciários da Susepe, na Corregedoria Geral do Sistema Penitenciário, criada por Lei Nº 10.380, no dia 05 de abril em 1995, para tomar posse, em julho, pelo governador Antonio Brito, no Palácio Piratini.

Tomaram posse em julho/1995, no Palácio Piratini

Tomaram posse em julho/1995, no Palácio Piratini, pelo governador do RS

Na foto estava o Secretário da Segurança Pública, José Fernando Cirne Lima Eichenberg (um dos melhores secretário SSP), Nício Lacorte (Corregedor-Geral depois foi muito bem como superintendente), o Rogério Brasil e Fernando (Corregedor Especial), mais os 16 corregedores penitenciários, como a Maria Medici, Rosângela atrás a Duarte, o José Xamuset, Manoel Aristimunha, João Assumpção, Aires (acho), Renê, Luiz Barcelos, Roos, Maciel Azevedo, Marcelo, Paulo, Geverino Zampiron eu, Antonio Carlos de Holanda Cavalcanti.

O diretor e o chefe de segurança da casa prisional foram presos na manhã desta sexta-feira

A investigação do Ministério Público (MP) que resultou na prisão do diretor do presídio de Taquara, Evandro Teixeira, e do chefe de segurança da casa prisional, Marcelo Alexandre Ribeiro de Carvalho, confirmou que os presos tinham  de pagar para permanecer na casa de detenção. Caso não pagassem, eram encaminhados para outros presídios. A negociação era intermediada por um detento do regime aberto, cujo nome não foi divulgado porque o processo corre em segredo de justiça.

Há um cenário de corrupção bastante assustador no presídio – afirmou o promotor do MP Leonardo Giardini de Souza

A investigação, que iniciou em agosto do ano passado após denúncia anônima, comprovou o desvio de verba de convênios com entidade públicas. As entidades e os valores movimentados também não foram divulgados. Também foi confirmado que a direção do presídio fazia prestação de contas com notas falsas com origem em municípios como Gramado, Parobé e Canoas, onde estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão de provas.   

Os dois presos são suspeitos, até o momento, de peculato, corrupção passiva e homicídio com dolo eventual, pois foi comprovada a omissão de socorro a um preso que morreu no final de 2013. Eles foram presos temporariamente por 30 dias e já foram desligados da penitenciária.

Desde a manhã desta sexta-feira, a Corregedoria Geral do Sistema Penitenciário atua como interventora no presídio, onde ficará até que haja nomeação de uma nova direção, o que ainda não tem data para ocorrer.

ZERO HORA

Jantar dos veteranos da Susepe

Publicado: 17 de julho de 2014 em Uncategorized
Agradeço a Leonardo Leiria ao jantar aos veteranos acontecido ontem, dia 16/07/2014

A Maria Lucia Medici no Facebook:

E agradeço ao Leonardo Leiria por ter REENCONTRADO no jantar dos VETERANOS de hoje. bjão João Carlos Assumpção FilhoMarta Freitas Freitas…e todos os demais…CANTARELI, o eterno amado, Neida Cavalcanti e Antonio Carlos Holanda Cavalcanti, meus eternos parceirnhos e, também, a “novata” Elisa Cardoso, que já passou à Veterana….ADOREI.

De Manoel Leopoldo Lima Aristimunha no Facebook:

Jantar de Veteranos….Há de se ter respeito por quem veio antes, abriu caminhos e deu sua cota na construção do que somos. Estar ali, independente de coloração de toda ordem, independente de idéias diversas, só nos fortaleceu e nos animou.

“Oh, como é bom, como é agradável para irmãos unidos viverem juntos. 
É como um óleo suave derramado sobre a fronte, e que desce para a barba, a barba de Aarão, para correr em seguida até a orla de seu manto.
É como o orvalho do Hermon, que desce pela colina de Sião; pois ali derrama o Senhor a vida e uma bênção eterna.”

As fotografias

Especial: 20 anos de motim no Presídio Central

Correio do Povo

Correio do Povo - Álvaro Grohmann e Karina Reif

Motins

Melara e Fernandinho forçaram taxista a entrar no Plaza São Rafael de carro                                                               Crédito: José Ernesto / CP Memória

Um dos maiores motins penitenciários gaúchos completa 20 anos nesta segunda-feira. Na fria tarde de uma quinta-feira, dia 7 julho de 1994, ocorria uma rebelião com reféns, promovida por apenados ligados à então facção Falange Gaúcha, no antigo Hospital Penitenciário do Presídio Central de Porto Alegre, seguida depois de uma fuga cinematográfica pelas ruas da cidade. O episódio mobilizaria centenas de policiais militares e civis, além das autoridades, deixando ainda a população em pânico. O desfecho ocorreria após a invasão de dois fugitivos ao Hotel Plaza São Rafael, sendo pegos mais reféns. 

Poucos fomos ouvidos“, diz coronel da BM

O saldo final do episódio foi de cinco mortos, sendo quatro criminosos e um policial civil. Houve também 11 feridos, entre eles o diretor do hospital, quatro policiais civis, um monitor e dois agentes penitenciários, além de um garçom do hotel e um motorista de lotação. 

Dias antes da eclosão do motim já havia algo no ar e alguns detentos simulavam enfermidades para serem levados ao Hospital Penitenciário, cujo diretor era Claudinei dos Santos, já falecido. Com o álibi de que tinha problemas pulmonares, Pedro Ronaldo Inácio, o Bugigão, pediu atendimento no setor especializado e imobilizou um funcionário. Ao mesmo tempo, o apenado Vladimir Santana da Silva, o Sarará da Vovó, rendeu o diretor no gabinete, usando um arma artesanal que levava escondida dentro de uma tipoia no braço, após solicitar audiência. Outros detentos, ente eles Francisco dos Reis Cavalheiro, o Chico Cavalheiro; Nairo Ferreira Soares, o Boró; e José Carlos Pureza, o Pureza; também se amotinaram. A liderança inicial ficou com o detento Fernando Rodolfo Dias, o Fernandinho. Todos estavam armados de revólveres e pistolas.

No total foram 27 pessoas mantidas reféns no Hospital Penitenciário, incluindo as estagiárias de Psicologia Simone Munareto e Luciana dos Santos. Houve então a exigência da presença das autoridades, como o presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, deputado estadual Marcos Rolim, e do juiz da Vara de Execuções Criminais, Marco Scapini. 

O Presídio Central ficou cercado pela Brigada Militar e Polícia Civil. Enquanto isso, vindo de Brasília, o governador Alceu Collares determinava a criação de uma comissão de negociação, inclusive com participação do Executivo e do Judiciário, para falar com os rebelados. Esses exigiram que fossem trazidos de outro pavilhão da casa prisional os presos Luiz Paulo Schardozin Pereira, o Chardozinho, e Carlos Jeferson Souza dos Santos, o Bicudo, que assumira então a liderança do motim.

A transferência de Dilonei Melara e Celestino dos Santos Linn, recolhidos na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), para o Presídio Central, também foi exigida, sendo atendida na noite de sexta-feira, dia 8. Depois foram pedidos veículos para a fuga, ocorrendo a entrega de três carros, todos modelo Gol, em vez de Ômega como exigiram. 

Entre as autoridades havia o temor de que acontecesse um banho de sangue, como o motim de 1987, e que o resultado fosse ser grave, com muitas mortes e alastramento da rebelião em caso de entrada do então Batalhão de Polícia de Choque (hoje 1º Batalhão de Operações Especiais). A fuga foi aceita pois as autoridades acreditavam que seria mais fácil capturá-los do que deixá-los amotinados. A saída de Melara, Bicudo, Fernandinho, Linn, Chico Cavalheiro, Chardozinho, Boró, Pureza, Bugigão e Sarará da Vovó, com nove reféns, todos enrolados em cobertores, ocorreu no final da noite do dia 8. O acordo era que não haveria perseguição aos três carros, mas não foi cumprido.

Invasão do Plaza e muita negociação

O início da fuga dos dez amotinados foi marcado por muita tensão na noite de sexta-feira, dia 8. Em um dos três carros embarcaram Melara, Fernandinho, Bicudo e Linn. No segundo automóvel ficaram Chardozinho, Chico Cavalheiro e Bugigão, enquanto no terceiro estavam Pureza, Boró e Sarará da Vovó. Cada veículo rumou para uma direção diferente, levando os reféns. 

A promessa de que não haveria perseguição acabou sendo descumprida e policiais civis foram atrás dos fugitivos, dando início a uma caçada. Próximo do Shopping Center Iguatemi, Chardozinho, Chico Cavalheiro e Bugigão abandonaram o carro que havia colidido. Eles invadiram até uma festa no Country Club. Nas buscas, os policiais civis capturaram Chardozinho, enquanto os outros dois sumiram em um veículo roubado. Por sua vez, Pureza, Boró e Sarará da Vovó foram executados na Lomba do Pinheiro após confronto com agentes. Um dos reféns, o filho do diretor do Hospital Penitenciário, ficou ferido. 

Já no Gol de Melara, Bicudo, Fernandinho e Linn estavam sendo levados juntos o diretor do Hospital Penitenciário, Claudinei dos Santos, e as estagiárias de Psicologia Simone Munareto e Luciana dos Santos. No bairro Petrópolis, o carro teve uma pane na rua Ivo Corsseiul. Bicudo saltou fora e desapareceu antes da chegada dos policiais civis. Em um dado momento, Claudinei foi baleado gravemente e ficaria paraplégico. Ele foi colocado para fora do carro. Um policial civil também acabou sendo baleado e morto no local.

Os fugitivos exigiram um novo carro para a fuga, sendo entregue uma Parati de uma emissora de televisão. Na avenida João Pessoa, trocaram de veículo e embarcaram no táxi Passat que invadiu o hall de entrada Hotel Plaza São Rafael, na avenida Alberto Bins, onde ocorria um congresso de psiquiatria, já no final da noite. Linn correu para o local do evento, onde fez alguns reféns e foi baleado e ferido por um policial civil. Hospitalizado, ele morreria dias depois.

Melara e Fernandinho ficaram encurralados em uma escadaria de acesso com as estagiárias de Psicologia e uma funcionária do hotel. Entre as exigências para a rendição, Melara e Fernandinho queriam retornar para a Pasc. E voltaram horas antes de o Brasil despachar a Holanda na Copa de 1994.

Negociação com dose de humor

Passadas duas décadas, o advogado e desembargador aposentado Décio Erpen ainda recorda o momento da rendição que obteve de Melara e Fernandinho, quando estavam entrincheirados no Hotel Plaza São Rafael. Ao lado do capitão Rodolfo Pacheco, da BM, o então corregedor-geral de Justiça estabeleceu um diálogo com os amotinados, visando obter a confiança deles, que mantinham reféns as duas estagiárias de Psicologia e uma funcionária do hotel. Melara perguntou se ele estava armado, recebendo como reposta que portava apenas uma caneta e um terço. “O Melara falou que a caneta mandava mais que a arma”, lembra.

Durante as negociações, Erpen também brincou ao pedir pressa na rendição pois pretendia ver o jogo entre Brasil e Holanda, nas quartas de final da Copa do Mundo de 1994. “Eu disse que queria ver o gol do Dunga”, acrescenta. Após a rendição, a saída do Hotel Plaza São Rafael foi tensa. Erpen faz questão de frisar que acompanhou os presos até as celas da Pasc, em Charqueadas.

O presidente do Sindicato, Sr. Flávio Berneira, esteve no Governo na Casa Civil

Ocorreu na data de hoje. Sr. Flávio Berneira, Presidente do AMAPERGS/Sindicato, juntamente com as Srªs. Cláudia e Adriana do SINDIPERÍCIAS, bem como representantes da Comissão da Aposentadoria Especial para Mulheres, reunião com o Sr. Gilberto, Subchefe da Casa Civil.
A informação dada até o momento é de que o Governo está esperando o parecer da PGE sobre o tema, e que, tão logo seja emitido tal parecer chamará a categoria dos servidores penitenciários, IGP e da polícia civil.
O Presidente do AMAPERGS/Sindicato destacou que a base do direito é a mesma para as três categorias, ou seja a Constituição Federal, portanto é imperioso que seja mantida a paridade entre elas. Permaneceremos cobrando o atendimento desta reivindicação, afinal o governo tem sido inconsistente em sua fala e não tem assumido o compromisso de manutenção da equidade. Tangenciam no discurso, falam que tem simpatia com a pauta, .mas não afirmam categoricamente que irão atender. Estaremos em breve chamando as colegas para acompanharem um ato em que o governador Tarso deverá estar presente e onde questionaremos sobre a “Aposentadoria das Mulheres” entre outras pautas.

Constata redução do patrulhamento ostensivo na Capital com o fim dos jogos em Porto Alegre. Durante o Mundial, no percurso do levantamento, foram vistos 95 brigadianos entre os turnos da tarde e da noite. Nos mesmos locais depois da Copa, havia 31 policiais. Comandante-geral da BM admite que desafio é manter a sensação de proteção nas ruas

Ajá esperada redução do efetivo da Brigada Militar com o fim dos jogos da Copa do Mundo em Porto Alegre deixou frequentadores da área central da cidade com saudade da sensação de segurança que era proporcionada pelo reforço no policiamento ostensivo.
Teste feito por ZH durante o Mundial e depois de concluída a fase de jogos na Capital constatou a redução do efetivo nas ruas. No percurso do levantamento, foram vistos 95 brigadianos entre os turnos da tarde e da noite. Nos mesmos locais depois da Copa, havia 31 policiais.
Parte do efetivo que engrossou o policiamento na Capital para o Mundial, cerca de mil policias militares, retornou para o Interior e levou junto o evidente reforço na segurança. Apesar de outros 600 PMs permanecerem em Porto Alegre até o encerramento da disputa, o número de brigadianos nas ruas já diminuiu ao patamar anterior, que é de defasagem. Frequentador do Parque Marinha do Brasil, o gerente de vendas Guilherme Petry diz que a sensação de insegurança retornou ao bairro com o fim dos jogos e a saída dos PMs da rua:

Aqui no Menino Deus se via (no período de Copa) brigadianos quase em cada esquina. Mas na Zona Norte, onde moram meus pais, não havia polícia. Era segurança só para a Fifa.

Na Cidade Baixa, um dos pontos de maior circulação de pessoas durante os jogos do Mundial em Porto Alegre, há diferentes opiniões sobre a percepção de segurança. Enquanto alguns lojistas dizem que o bairro costuma contar com a presença de policiais, há frequentadores que pensam diferente, como o vendedor Roberto Mastrangelo Coelho, que diz se sentir inseguro com a redução do policiamento. Para ele, além de mais policiais, faz falta um aumento do controle por câmeras em áreas de grande circulação.

Comandante-geral da BM, coronel Fábio Duarte Fernandes reconhece o déficit nos quadros da corporação, mas ressalta que a realização da Copa é uma situação atípica:

Temos uma defasagem de recursos humanos, mas, durante a Copa, recebemos 300 mil turistas, o que justificou trazer o efetivo do Interior. Agora, nosso desafio será manter o nível de segurança percebido pela população.

BM VAI CHAMAR 2 MIL CONCURSADOS EM 2015
A Brigada não divulga o número do efetivo normal da Capital. Alega que a informação é estratégica. Números do ano passado, contudo, apontavam um efetivo previsto de 4.606 brigadianos, enquanto o existente era de 2.860. Para a Copa, foram remanejados cerca de 1,6 mil PMs de todas as regiões do Estado. O reforço fez o volume do policiamento ostensivo chegar próximo do que a corporação considera como ideal. A maior parte (cerca de mil) já retornou para as cidades de origem.
Segundo o coronel Fernandes, depois do término do Mundial, a BM analisará os dados de ocorrências para avaliar o que poderá ser mantido do esquema especial. Além de mecanismos tecnológicos, como câmeras e o uso de aeronaves, o retorno de parte do reforço do Interior para integrar em definitivo os quadros da Capital não está descartado. Também está em andamento concurso para o ingresso de 2 mil servidores na BM. Em razão do período eleitoral, os aprovados serão chamados a partir de 2015.

Carlos Ismael Moreira Eduardo Nunes / Zero Hora